25 de out de 2011

Mais de mim


Acho que sou meio louca, pouco mais do que o suficiente, quer dizer, suficiente pra te surpreender, suficiente pra te assustar... Sei lá, há quem espere de mim um monte de atitudes. E eu? Eu pouco me importo, quero mais é sorrir, sonhar, realizar, a minha maneira. Afinal, são dezenove anos de historias, vividas e imaginadas. Transformadas em texto, vivo entre frases, perdida entre pensamentos, suave, vagando por aí. Tenho gostos estranho, sou atraída pelo incomum, o impossível me fascina e quer saber? Isso dói as vezes, mas a dor é tão bonita, então choro por não saber o que dizer e escrevo por não saber como chorar.

E vivo rindo, sorrindo, sentindo, deixando sinais por ai, com pessoas que eu provavelmente jamais voltarei a ver, por que eu gosto de conversar, falar de mim, falo demais, mas não falo muito, guardo bastante aqui dentro e isso queima, sufoca. Desabafo nas entrelinhas e tudo fica bem. Acredito na paixão, no amor que dura a vida toda, em contos de fadas com príncipes e princesas encantadas, depois já não quero nada disso, quero cantar doces melodias e dançar na chuva nos braços de um amor de uma noite. Inconstante? Não, apenas me permito mudar de ideia. Quero coisas demais e com tanta intensidade que a vontade as fazem ser minhas e quando não são é porque perderam a importância. Aí enjoo das coisas que tenho e volto a querer as que nunca tive. E me disfarço de contos para criar sentimentos que não são meus por pessoas que sequer existem, invento, sinto, choro, vivo aqui dentro mais do que vivo la fora.

Abuso de musicas que ninguém conhece para aguentar a solidão, torno parte de mim cada uma daquelas notas, viajo em pensamento, me teletransporto para tantos lugares mesmo sempre estando por aqui, por ali, por lá... e volto num estalar de dedos, ajo feito louca, corro por aí querendo voar, nem que seja como um trapezista. Mas queria mesmo era ser pássaro, dividir meus dias com a imensidão azul até achar quem me faça ter vontade de acertar. Porque eu erro demais, erro por não correr atrás de muitas coisas, mas eu odeio estar errada e acabo encontrando o caminho para todas elas.

E o frio que vem com o cair da noite me conforta, me faz ser ainda mais eu mesma, no escuro do meu quarto, no meu mundo imaginário onde tudo é tão fantástico, nas melodias alheias que se fazem minhas até meus olhos pesados me levarem para outra viagem, aquela que a gente não controla, mas faz toda noite...

5 comentários:

Luna Sanchez disse...

Me identifico contigo em vários aspectos.

Um viva às excentricidades!

;)

Beijos.

Bianca Moraes disse...

Se permitir ser contraditória é para poucos! :)

Li a primeira frase achando que ia ler um monte de maluquice! :P
Mas, acredito que você esteja mais perto da sanidade mental do que muitos que conheço por aí pela vida! Hhahaha.. :)

O importante é viver mesmo.. e ser feliz e não ser feliz e ser feliz de novo! Porque é assim!
:D

Jeniffer Yara disse...

Que belo post falando mais de você, amei >.<

Beijos

♪ Dαyαnє ♪ disse...

Oi Jessi,

Que texto mais incrivel e que bom saber mais de uma das blogueiras que mais me emocionam com seus textos. De verdade Jess; um prazer te conhecer. ^^

Ah, e claro, seu texto me fez só reafirmar uma caracteristica que já sei que é sua: você é incrivelmente sensivel e não há nada de ruim em ver o mundo a sua própria maneira. Acho que o conceito de realidade depende dos olhos de quem observa ;)

~> Beijusss...;*

Jessie ❥ disse...

Luna HUASHAUH' Viva!

Bianca é, loucura, sanidade... depende do momento. tem muita maluquice em mim.

Jenny Obrigada *-*

Day Sua linda *-* você com certeza é uma das minhas blogueiras favoritas, e escreve muito bem, muito obrigada *-*